História da Avanhandava

A Avanhandava surgiu em 1938, como um grupo de encontro de judeus que buscavam no desenvolvimento de atividades, sociais ou ideológicas, melhorar o mundo e passar um tempo agradável juntos.

O nome do movimento é em tupi, e significa “homem de todas as raças”, nome este bem significativo, e que aponta para uma característica que a Avanhandava tem desde então, o respeito para com as diferenças e o pluralismo.

No início, a tnuá foi criada como um grupo escoteiro, mas não adotava realmente o escotismo, que só foi incorporado após certo tempo, como uma curiosidade dos integrantes da Avanhandava de entender aquilo de que diziam que faziam parte.

Como os valores do escotismo são muito parecidos com aqueles do judaísmo, foi muito fácil unir a ambos na ideologia do movimento. Alguns dos exemplos são a importância de ajudar ao próximo, a fé em Deus, o respeito para com os bens alheios e com a natureza, a ética etc.

No início, a sede da Avanhandava era na Rua Augusta, separada da CIP, e os líderes (também fundadores da Avanhandava) eram o casal Speyer, que moravam lá mesmo. Na sede, havia, além dos encontros para peulót (atividades, reuniões) aos sábados, atividades culturais durante a semana, que envolviam cursos, saraus, encontros sociais etc.

A casa ficava aberta para todos os membros da Avanhandava durante quatro dias por semana, sendo que um deles era só para os mais velhos.

Quando, após vários anos, o casal Speyer decidiu se afastar da liderança da Avanhandava, a sede mudou de local, para a Casa da Juventude, em frente à CIP, onde permanece até hoje.

Houve diversas mudanças na estrutura da Avanhandava ao longo da sua trajetória, mas duas foram bastante relevantes. Um grupo de jovens dentro do movimento começou a ter ideias

diferentes, ser mais sionista e se focar em objetivos diversos dos da Avanhandava, e decidiram se separar, formando a LeHavá, que posteriormente tornou-­se a Chazit Hanoar de hoje.

A outra mudança foi a adaptação das meninas, de escoteiras para bandeirantes. Havia, no Movimento Bandeirante (MB), uma lei que dizia: “Toda bandeirante é cristã”. Após muita insistência de jovens da Avanhandava, o MB nacional alterou a lei para “Toda bandeirante acredita em Deus”, o que permitiu o ingresso da Avanhandava no MB. Além disso, o broche da promessa (distintivo muito importante dentro do Bandeirantismo) era uma Cruz de Malta, e foi mudado para uma Cruz com uma Maguen David (estrela de David) dentro. Ainda insatisfeitas, as bandeirantes da Avanhandava insistiram em outra alteração, e hoje o broche é um trevo estilizado.

Em sua história a Avanhandava passou por vários momentos marcantes, como as festas de 60 e 70 anos, com a publicação do livro e DVD da Avanhandava, diversos acampamentos (machanot em que os chanichim realmente acampam, dormindo em barracas e cozinhando em fogões de bambu feitos por eles mesmos) e muitos outros eventos e marcos.

Comments: 6

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  • Rubens Ascher

    Gostaria de receber emails sobre as atividades do G.E. É possível?

     
     
     
    • Claro Rubens! Mande um e-mail para contato@avanhandava.org e entraremos em breve em contato com você…
      Obrigado,
      Avanhandava

       
  • luiz carlos moreno

    BOA TARDE, estou a procura de um antigo membro da Avanhandava, da casa da juventude, C.I.P., Chazit Hanoar:
    nome : ROBERTO MORITZ.

    Alguem tem algum contato com ele ??

     
     
     
    • Luiz, não temos contato com o sr Roberto.

      Semper Parata!

       
  • Rubens Stein

    Gostaria de saber quem coordena a Avanhandava hoje.
    Obrigado.

     
     
     
    • Rubens, atualmente o mazkir (presidente) é .

      Sempre Alerta!

       
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